quinta-feira, 24 de maio de 2012

CULINARY GOALS – Adriana Marquez de Avelar


My passion for food can be mixed with my passion for life. Explaining the key to happiness, the great English writer E. M. Forster said, “Only connect.” I would add to that “It’s even better when you connect over good food.” The meaning of eating a good food is as comfort as being involved in grandma arms.
My grandmother was the best cooker I have ever known. Self-taught in culinary operations, she provided magical moments with dishes prepared from the most basic ingredients – rice, beans, okra, collard greens, manioc flour, pork, beef, eggs, and bananas. That’s how she fed four sons and a daughter, for in those days serving a rich buffet with expensive food was out of the question. In any event, our family has always valued sitting down to wholesome, well-prepared meals.
I was only seven when I started to prepare dinner for my family. And some years later, when my mother left our home, I could offer my family that comfortable sensation, like my grandma taught me, to have a good meal as a reason to gathering together over a table, leaving the rest outside. Those moments were essential to us to cross over that sad part of our story.
In 2001, with 18 years old, I had to decide my profession and I knew I would only be happy if my career was related to food. I knew my family financial statement would not allow me to be pay for my studies, I should get into a public University and there was no public culinary course in Brazil. As my dad asked me to be a professional of a traditional career as engineering, I studied really hard and I entered the five-years Food Engineering undergraduate course at the State University of Campinas (Unicamp), Latin America’s most renowned education and research institution in that field. At Unicamp I acquired a strong engineering methodology and immersed myself in industrial food techniques and processes and also applied it into the practice as volunteer, teaching the University Cafeteria’s cookers the best practices in food services for one year during the course.
After college I became a consultant with Accenture, a fantastic company. However, the call of gastronomy was too strong. So, in 2010, I decided to be a cooker – the scariest and best decision of my life. I accepted three restaurant opportunities in the interior of Minas Gerais State, in the city of Uberlândia (population: 600 thousand). My most challenging job was taking care of the public gourmet space at a luxurious barbecue complex. There, catering to the city’s political and business elite I tested and developed my cooking skills: elaborated special-event menus, closed the deal with the clients, bought all ingredients, and commanded the kitchen during preparations. My greatest moment was a 40-person VIP dinner for Pelé, the world’s most famous soccer player.
Society needs rituals, and on weekends Uberlândia’s society goes grandma’s house for excellent food, well made, using natural products from the farm. So dinner at a fancy restaurant was only for seeing and being seen. How did I change that? The key was theater – part of the magic of wonderful food is, after all, presentation. So in that open kitchen space, I became a show-woman, cooking with no hesitations or mistakes, just a charming chef giving my delighted customers the full gastronomical experience, a memorable night based on generosity and love.
I have had good experience working in Brazil, and, to be honest, I know a lot – but not enough. I need a Cordon Bleu education because I need the techniques My plan is to grab what the Cordon Bleu has to offer, specifically innovative techniques and hospitality management and networking, and after graduating, gain a year or two worldwide experiences. Then, returning to Brazil, my work as a chef will be focused on rescue what is wonderful in our culinary culture and to show the Brazilian public that a passion for food is above all fun, that is, a great and thrilling adventure.
Brazil is repeating the same disastrous nutritional mistakes of the more developed countries. The crusade for great food is just starting. Since TV is so powerful, as many of our bad habits are learned behavior that we have picked up from television, let’s use it as a force for culinary good. Certainly, in the English-speaking world, many people were positively directed to a love of fine, nutritious food by growing up with Julia Child and the Galloping Gourmet. My own particular TV role-model is Oprah Winfrey, who has made such a powerful and positive impact on the lives of so many Americans.
My plan is to open my own cooking school and produce my own television program to change the Brazilian thought about food. That will be the work of a lifetime, I don’t expect to see the end of this work in my own lifetime, but I intend to be part of the beginning and for that a graduation at Le Cordon Bleu will give me the right tools to face this challenge.

sábado, 12 de maio de 2012

Experiência na Casa da Li


Hoje tive um almoço especial com uma amiga muito querida Ju Tavares na "casa de outra amiga": o restaurante Casa da Li. Rua Aspicuelta, 23 – Vila Madalena.
Eu realmente me senti recebida na casa da Li, ela é uma fofa!!! Quando falei que tinha a conhecido brevemente na aula da Roberta na segunda-feira anterior, ela logo disse: “então pode sentar lá que vou te mandar umas comidinhas”.
Daí por diante chegou primeiro a Calabrela, uma “sardela” feita de calabresa. Incrível, amei! Daí eu já estava apaixonada por aquele lugar acolhedor, com a Li com aquele sorriso super fofa! 
"Calabrela"

Então eu tomei uma cerveja de Belo Horizonte que eu adorei... uma delícia... já estava me sentindo com pezinho em Minas... E então veio o meu prato Língua ao vinho e azeitonas com purê de batatas. A Juju minha amiga que estava comigo experimentou um pernil com tomates assados. Os dois pratos estavam divinos... e foram levados à mesa pessoalmente pela Li.
Os pratos à mesa

Pernil com tomates assados



lingua ao vinho e oliveiras com purê de batatas

No meio do prato me lembrei: vinagrete de banana! Pedi correndo e quando misturei aquela banana com a língua e o purê eu estive por alguns instantes em minha infância, misturando dois pratos que minha mãe fazia quando eu era criança: língua e carne moída com arroz, feijão e banana picadinha. 
Vinagrete de Banana - Casa da Li

Eu hoje comemorei o dia das mães tendo uma boa lembrança da minha mãe... é difícil dizer isso mas naquele tempo parecia que ela ainda gostava de ser minha mãe.
Agradeço a Li por ter me trazido essa lembrança nesta tarde que precede o dia das mães. Houve bons momentos e o que faz mais sentido é se apegar a eles e deixar os demais de lado.
Depois de comer, fui falar com a Li numa mesinha só dela meio lá dentro... Ela me contou toda a história dela, e ficaria ali conversando por horas, mas a Juju estava sozinha na mesa e eu tinha de voltar para comer o brigadeiro e pudim de leite.
Preciso dizer que estavam incríveis? Não sei dizer qual foi melhor, sei que não aguentei esperar pra tirar foto, os dois saíram mordidos... O pudim então quase não deu tempo pra foto! 
Pudim de Leite - Casa da Li



Brigadeiro - Casa da Li





































Juliana Tavares: obrigada pela companhia, foi realmente delicioso ter esta experiência gastronômica com você nesta tarde! Beijos amiga querida!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Roberta Sudbrack


Resolvi escrever este post pelo simples motivo de querer registrar minha emoção ao conhecer pessoalmente Roberta Sudbrack... Ela é leve, doce, simpática, querida! Não tenho palavras que expressem a emoção deste momento, ao a ouvir falar conseguimos sentir a paixão que ela tem por cada detalhe no mundo da culinária brasileira.

Em casa relembrando este momento, encontrei um texto que tinha lido em março de 2011 e dizia: "Quer ser cozinheiro? Hoje reli um texto que escrevi há algum tempo falando justamente sobre isso e resolvi reeditar. Porque como Chanel, os clássicos nunca saem da moda. E se no final do texto você quiser me perguntar se eu faria tudo outra vez? Faria! Quantas vezes fosse preciso, mas eu já decidi e você?" ... “Não escreva no campo profissão do seu currículo: Chef de cozinha. A não ser que você esteja exercendo esse cargo em alguma cozinha. Mas, se estivesse, por que estaria enviando currículos? Nós somos cozinheiros! Podemos “estar” chefs de cozinha se estivermos exercendo essa atividade dentro de uma cozinha profissional. Ainda assim, somos cozinheiros. Ninguém sai da faculdade, por mais que erroneamente esteja escrito no diploma, com esse título. Isso é um cargo, não é uma profissão!”

07 de maio de 2012: Aula Food Experience

07 de maio de 2012: Aula Master Chef com Roberta Subrack 

 A Roberta foi a primeira Chef de cozinha do Palácio da Alvorada! Ela cozinhou para todos os reis, chefes de estado, presidentes de todo o mundo, recebidos pessoalmente na residência do Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Ela nos contou diversos desafios que teve de enfrentar nos sete anos em que trabalhou no Palácio. Entre eles o choque ao chegar no primeiro dia e se deparar com sua equipe de cozinheiros inteira fardada para receber o superior. Fico imaginando a cena! Haha eu teria um pane!

E essa chef brilhante é auto-didata, aprendeu absolutamente tudo sozinha! Extremamente determinada e hard-working, ela fez e aconteceu sozinha. Construiu uma puta história, agora está entre os 100 melhores restaurantes do mundo e tenho certeza que ainda brotará muitas paixões entre as pessoas assim como fez comigo. Essa mulher é realmente fera!

Eu disse isso a ela. E um dia terei a oportunidade de trabalhar com ela e dizer mais uma vez. Com certeza irei publicar no blog.

Consumê de castanha do pará com bacon crocante - By Arroz de Festa servido durante a aula

Roberta servindo hot dog no final da aula para relembrar os velhos tempos...

 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Mais uma de minhas viagens pelo Brasil...


Minha família é de Ituiutaba, interior de Minas Gerais. Inclusive minha mãe mora nesta cidade, mas eu nunca morei lá, já morei em Uberlândia por 2 vezes. Então tenho amigos, colegas e família para visitar toda vez que vou por lá.

Estava desta vez hospedada na casa da Helen minha amiga querida. Ela não estava em casa, a Natty estava e chamamos um amigo que perguntou o que faríamos de almoço e eu já logo fiz uma lista super básica:
2 peitos de frango + 2 latas de milho + 1 potinho de manteiga + 3 cebolas
E disso saiu:

Peito de frango braseado à moda contemporânea com rodelas de cebolas douradas e creme de milho.
Agora vou até colocar a receitinha:
Aqui tinha também 3 colheres de sopa de creme de leite + 3 colheres de sopa de farinha de trigo + 1 xícara de vinho branco + 1 xícara de óleo
O que vai precisar:
1 bacia ou pote de plástico para temperar o frango + 1 tábua para limpar o frango + 1 faca boa
1 tábua para picar a cebola
1 frigideira bem larga, tipo dois palmos abertos de diâmetro
1 panela funda
Liquidificador + peneira
Modo de preparo:
Coloque a frigideira no fogo por 2 minutos. Quando estiver quente, adicione 1 xícara de óleo de canola (ou qualquer outro, pode ser de soja) e deixe esquentar bastante, uns 8 minutos. Quando começar a sair fumacinha, adicione o frango, com a parte mais bonita primeiro, sempre cuidando para não grudar no fundo. Adicione os filés um a um, seguindo a regra de que um novo só pode ser adicionado ao óleo quente quando o anterior estiver dourado.
Deixe dourar um lado inteiro, quando puder ver a borda da parte superior ficando branca, pode virar o filé. E siga assim até que todos estejam dourados, braseados. Reserve-os. Descarte o óleo da panela e a re-utilize. Adicione cebola picada e 1 colher de sopa de farinha de trigo. Sim, isso mesmo, vamos fazer um “roux”, frite a farinha por 2 minutos, misturando bastante sempre, adicione 1 xícara de vinho, mexa sem parar para não formar grumos e adicione caldo de frango*.
*Caldo de frango: Pique 1 cebola grosseiramente como preferir, adicione em uma panela pequena ½ colher de sopa de óleo ou azeite, a cebola e os restinhos de limpeza do frango. Deixe dourar, adicione 1 litro de água e uma pitada de sal. Demais temperos a gosto. Pode colocar ervas finas, salsinha, cebolinha, pimentas, etc.
Coloque os filés e então adicione um pouco de caldo, pouco a pouco, pelas beiradas da panela (a parte de cima do frango deve se manter crocante, do efeito da selagem, braseamento inicial, não pode ser imerso em caldo) até a metade do filé, mexa com cuidado para não molhar o frango, adicione 1 pitada de sal, espere ferver e abaixe o fogo. Coloque uma tampa mal coberta sobre a panela e deixe em fogo baixo por 20 minutos. Retire e sirva.
Cobri com umas cebolas douradas junto com o frango, cortei em rodelas grosseiras e joguei no frango ainda inteiras, sem desfazer as rodelas, depois que escorri do óleo é que desfiz os miolos da cebola... ficou incrível! Bem adocicada e ardente ao mesmo tempo, ela conservou a crocância!
Creme de milho:
MUITO FÁCIL!
Pegue duas latinhas de milho, abra, de uma delas drene o milho escorrendo o líquido no copo de liquidificador. A outra lata, jogue inteira no liquidificador, com o milho e o caldo. Bata tudo, coe em uma peneirinha e reserve.
Em uma panela pequena, adicione ½ colher de sopa de óleo, 2 colheres de sopa de manteiga, 1 cebola em cubinhos ou ralada e deixe fritar bastante. Então adicione o milho drenado da 1ª lata e refogue-o temperando com o que desejar: sal, pimenta, noz moscada... Quando estiver bem temperadinho e refogado, cebola translucida, adicione 1 colher de sopa de farinha de trigo e frite-a por 2 minutos.
Venha regando aos poucos com o creme coado de milho, mexendo vigorosamente para não formar pelotinhas com a farinha.
Adicione um pouco de caldo de frango e finalize com 3 colheres de sopa de creme de leite. Ajuste sal e pimenta depois de levantar fervura, logo depois de colocar creme de leite. Atenção, creme de leite de caixinha não pode ferver, ele talha. Então, adicione-o com o caldo bem quente e deixe ferver só uma vez, já logo desligue.
Experimentei! Muito fácil e rápido e... que pena: não é light, mas é mineiro e quem um "Q" de contemporâneo! Êeeee!